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Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010 | Busca:
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‘Juíza fantasma’ sofre redução em seu salário

‘Juíza fantasma’ sofre redução de cerca de R$ 3 mil em seu salário

O afastamento da juíza Myriam Therezinha Simen Rangel Cury do Juizado Especial Cível de Inhomirim, Magé, não foi o único castigo para a magistrada que colocava funcionárias para substitui-la nas audiências. A saída dela dessa unidade pesou em seu bolso: ela deixou de receber pelo menos R$ 3 mil mensais.

O reforço no orçamento representava o pagamento pelo fato de a juíza estar trabalhando em Magé, além de ser titular da Vara Única de Guapimirim, ambas na Baixada. O valor corresponde a um sexto do salário-base de um juiz, estimado em R$ 21 mil.

Como O DIA mostra desde a semana passada, a juíza permitia, irregularmente, que as ‘secretárias’, a analista judiciária Andrea de Lima Guerra e a técnica de atividade judiciária Tarsilla Carla Calvo Chiti, fizessem as audiências em Inhomirim e Guapimirim.

Em Magé, Myriam foi substituída pela juíza Luciana Mocco. Em Guapimirim, ela entrou de licença especial quando a reportagem começou a ser publicada. A vara única ficou sob a responsabilidade do juiz Orlando Feitosa.

A Ordem dos Advogados do Brasil representou contra a juíza na Corregedoria da Justiça. No documento, a entidade pede que o órgão encaminhe cópia ao Ministério Público (MP) Estadual para apurar crime de falsidade ideológica, praticado por Myriam, e usurpação de função pública, pelas funcionárias. A pena para o crime varia de um a cinco anos.

Durante duas semanas de junho, O DIA filmou audiências de instrução e julgamento feitas pelas ‘secretárias’. O MP já pediu ao juiz Orlando Feitosa que anule as audiências do Juizado de Guapimirim do dia 16 de junho sem a presença da juíza. Para que as audiências cíveis sejam anulas, é necessário que os envolvidos entrem na Justiça.

(O Dia)

 
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